Avançar para o conteúdo principal

Tenho Fibromialgia, e agora?



Do início das dores no corpo até o diagnóstico de Fibromialgia existe um longo processo de busca que envolve inúmeras consultas e exames, muitas dúvidas, ansiedade, perdas do sono, até mesmo discussões com familiares ou amigos.

A dificuldade do diagnóstico é apenas um dos obstáculos
de quem sofre destas doenças. 


Após conhecer o nome da doença, a pessoa geralmente ouve a triste frase que “tem que aprender a viver com dor”. Mas como? E por quê? Como ter uma vida agradável, como recuperar a autoestima, a confiança, a segurança, sem medo de crises e recaídas intensas?

Muitos irão descrever a Fibromialgia como uma doença sem cura. Mas, embora sem cura, os pacientes podem controlá-la, da mesma forma que um Diabetes, por exemplo.

Um paciente com Diabetes aprende a controlar sua glicemia (taxa de açúcar no sangue) através de uma alimentação saudável, exercícios físicos e recorre aos medicamentos quando necessário. Mas, este paciente APRENDEU a desenvolver hábitos de vida saudáveis com Nuticionistas, Médicos e Personal Trainers para controlar sua doença.

A dor também pode ser controlada, tanto em seu aspecto físico quanto emocional. Fisioterapeutas, Psicólogos são os profissionais mais adequados para ajudar o paciente com dor persistente.


Profissionais da saúde com formação no Tratamento da Dor auxiliam o paciente a desenvolver estratégias não farmacológicas para o controle da dor. Entre elas podemos citar avaliar os valores e pensamentos associados à dor, aprender alongamentos que aliviam as tensões, descobrir vários tipos de respiração para aliviar diferentes dores.

Não sofra com dores persistentes, 
APRENDA a controlar a dor crônica.


Dra. Juliana Barcellos de Souza, Ph.D
Crefito 10/ 31028F

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Prevenção da dor crônica

O tratamento precoce de qualquer doença sempre foi uma sábia ação. Com a dor não é diferente. Não sofra à toa! Não tente suportar a dor em situações difíceis e sobretudo, Não deixe que a dor influencie a sua qualidade de vida! Tome uma atitude, adote estratégias (farmacológicas ou não) para o conter o sintoma.  Eu me lembro bem, eu no pós-operatório da minha cirurgia de apendicite (com 9 semanas de gestação do meu primeiro bebê). Acordei e senti dor. Pedi analgésicos até chegar a um vestígio do sintoma. Eu não ia sair dali com dor né!? Eu estava no melhor local para ser medicada, tinha que garantir meu conforto ali, no hospital, tanto no pré operatório quando no pós! Afinal de contas se estudamos a dor crônica e verificamos que cirurgias com analgesia ineficaz são potenciais fatores de risco para a dor persistente - eu não queria isso de brinde!? E Nem você! Então fale SEMPRE e não sinta dor à toa. (abro parênteses para defender a dor do parto natural - esta não é uma dor à ...

Livro para paciente com dor crônica

Um projeto de anos ... e o lançamento será em Setembro, no congresso da Associação internacional de dor crônica. Uma mulher, fibromiálgia, após percorrer um longo caminho para controlar sua dor, consegue convencer pesquisadores a escreverem um livro voltado ao paciente e a sua família. Eu tive a oportunidade de participar deste livro, escrevendo três capítulos:            - O papel do paciente no tratamento da dor crônica,            - Características psicológicas e sociais            - Características demográficas (idoso, adulto, criança; mulher, homem) Versão inglesa: Versão francesa:

Fibromialgia - exite ou não existe?

Fibromialgia Definição : dor pesistente por mais de 3 meses, que atinge ao menos 3/4 do corpo, e apresenta dor a palpação (4Kgf) em no mínimo 11 dos 18 pontos anatômicos mapeados ( tender points )  -  Critério diagnóstico antigo, de 1990 - em 2010 lançaram os novos critérios - falarei deles em outro tópico) Diagnóstico : reconhecido pela Organização Mundial de Saúde em 1996  (CID 10a edição) Mas têm gente que não acredita e isso é motivo de mais sofrimento entre os pacientes. Eu pergunto aqueles que sofrem, existe? Claro que sim! Seja este o nome, ou outro que queiram inventar, o importante é que existe! No meio científico também encontramos aqueles que dizem que não existe, e encontramos até uns mais loucos ainda (tipo eu) que dizem que existe Fibromialgia e não é só um tipo! Pois é, têm gente que acredita que existem vários tipos de fibromialgia  * sub grupos de fibromialgia * , e isso ajudaria a explicar porque os efeitos de medicamentos ( pacientes he...